A Síndrome da Fadiga Crônica:
(Brasília, Lago Sul, Distrito Federal, Equipe AnimaVita)
Generalidades:
A Síndrome da Fadiga Crónica - SFC - é um distúrbio complexo caracterizado por fadiga intensa que não melhora com o repouso e pode ser agravada pela atividade física mesmo pouco intensa ou de intensidade desproporcional se comparado a atividades semelhantes realizadas por indivíduos sem a síndrome.
Pacientes com Síndrome da Fadiga Crónica na maioria das vezes, tem maiores dificuldades na realização de tarefas que outras pessoas julgariam não fatigantes, decrescendo substancialmente a magnitude de atividades que tais pacientes são capazes de realizar.
Além dessas características essenciais que definem a Síndrome da Fadiga Crónica, os pacientes relatam vários sintomas inespecíficos, incluindo fraqueza, dores musculares e articulares, alterações da memória e /ou concentração, insônia ou alteração do padrão de sono e fadiga pós-esforço com duração superior a 24 horas.
A causa ou causas do CFS não foram identificados e não há testes específicos de diagnóstico estão disponíveis. Além disso, uma vez que muitas doenças têm fadiga incapacitante como um sintoma, é preciso ter cuidado para excluir outras doenças conhecidas e, muitas vezes tratável antes de um diagnóstico de SFC é feita.
Por razões desconhecidas a Síndrome da Fadiga Crônica ocorre mais freqüentemente em pessoas nos seus 40s e 50s, mais freqüentemente em mulheres do que homens e menos prevalente em crianças e adolescentes.
Em alguns casos, A Síndrome da Fadiga Crónica pode persistir por anos. A causa ou causas do problema ainda não foram completamente identificados e não há testes de laboratório ou radiológico específicos para o diagnóstico até o momento. É importante salientar que várias doenças conhecidas cursam com fadiga incapacitante. Então, torna-se necessária uma avaliação médica no intuito de excluir outras doenças, muitas vezes de fácil tratamento antes do diagnóstico de Síndrome da Fadiga Crónica ser confirmado.
Sinais e sintomas:
A Síndrome da fadiga crônica deve ser diagnósticada após a exclusão de algiumas doenças comuns. A fadiga, característica principal da síndrome, pode ser encontrada em centenas de doenças. Os detalhes dos sintomas, no entanto, pode ajudar a distinguir a síndrome da fadiga crônica de outras doenças.
Sintomas Predominantes:
Como o nome sugere síndrome de fadiga crônica, essa doença é caracterizada principalmente pela fadiga. Entretanto, não é o tipo de fadiga que experimentamos depois de um dia muito movimentado ou atribulado ou após uma noite sem dormir. É uma fadiga muito grave e intesa, incapacitante, que não se melhora com o repouso e que pode ser agravado pela atividade física ou mental. É uma fadiga ampla e intensa que resulta em um declínio dramático da capacidade de realização de atividades e resistência.
Pessoas com síndrome de fadiga crônica toleram um nível significativamente muito mais baixo de atividades se comparado a antes do início da doença. A síndrome resulta em uma redução substancial da capacidade de trabalho, atividades pessoais, sociais, etc.
Critérios Diagnósticos:
A fadiga, característica da síndrome, é acompanhada por sintomas característicos por um periodo de pelo menos seis meses. Esses sintomas incluem:
* Dificuldades de memória e concentração
* Problemas no padrão de sono
* Dores musculares persistentes
* Dor articulares (sem vermelhidão ou inchaço, carcterísticos de artrite)
* Dores de cabeça *
* Linfonodos Sensíveis
* Mal-estar maior (fadiga e doença), após o esforço
* Dor de garganta
Outros sintomas:
Os sintomas listados acima são os sintomas habitualmente utilizados para diagnosticar a doença. Entretanto, muitos pacientes podem experimentar sintomas adicionais, que incluem:
* Intestino irritável
* Depressão ou problemas psicológicos (irritabilidade, oscilações de humor, ansiedade, ataques de pânico)
* calafrios e suores noturnos
* Distúrbios visuais (embaçamento, sensibilidade à luz, dor nos olhos)
* Alergias ou sensibilidade a alimentos, odores, ruído, produtos químicos, medicamentos ou
* Dificuldade em manter a posição ereta, tonturas, problemas de equilíbrio ou desmaios
É importante informar ao médico se você estiver enfrentando algum destes sintomas.
Causas:
A causa ou causas da Síndrome da fadiga crônica permanecem desconhecidas, apesar de muitas pesquisas estão sendo realizadas para esclarescimento da origem desta doença. Especula-se que muitas causas estão envolvidas, ou seja, a síndrome da fadiga crônica representa a via final comum resultante de múltiplas causas. Várias condições que têm sido propostas para alavancar o conhecimento da Síndrome da fadiga crônica, entre as quais incluem: infecção por vírus ou outras condições traumáticas, stress e toxinas.
Agentes Infecciosos :
Devido, em parte, à sua semelhança com infecções agudas ou crônicas foi inicialmente sugerida a relação de causa com alguns tipos de vírus: Epstein-Barr (EBV) mononucleose, retrovírus humano, herpesvírus humano 6, enterovírus, rubéola, Candida albicans, bornavírus e Mycoplasma. Entretanto, estudos realizados pelo CDC, Atlanta não mostraram nenhuma associação entre a sídrome de fadiga crônica e os agentes etiológicos supracitados.
O mesmo não é verdadeiro, pelo menos ainda, para o retrovírus XMRV, um agente recém-descoberto em pessoas com síndrome da fadiga crônica. Pesquisas tem sido feitas no intuito de afastar ou confirmar tal hipótese.
Outra hipótese sugere que Epstein-Barr, vírus Ross River e burnetti Coxiella leva a uma condição pós-infecciosa que prenche aos critérios para o CFS em aproximadamente 12% dos casos.
Imunologia:
Foi proposta um linha de racicínio hipotética pela qual a síndrome da fadiga crônica pode ser causada por uma disfunção imunológica, e.g., produção inadequada de citocinas, como interleucina-1.
Alguns pesquisadores têm observado auto anticorpos e formação de complexos imunes em muitos pacientes com a Síndrome da Fadiga Crônica, sugerindo características de um doença com componente auto-imune.
Infecções oportunistas ou risco aumentado de câncer podem ser observadas em pessoas com doenças de imunodeficiência ou em indivíduos imunodeprimidos o que não ocorre na Síndrome da Fadiga Crônica.
Vários pesquisadores relataram menor número de células natural killer, ou diminuição da atividade das células natural killer em pacientes com SFC, comparados com controles saudáveis, mas outros autores pesquisaram o mesmo tema e não encontraram diferenças entre pacientes e controles, o que não valida as primeiras observações.
Curiosamente, vários estudos têm demonstrado que pacientes com SFC são mais propensos a ter uma história de alergias do que os controles saudáveis. A alergia pode ser um fator predisponente para a Síndrome da Fadiga Crônica ou por outro lado apanágio da doença com uma percentagem de acometidos. Muitos pacientes tem intolerâncias a determinadas substâncias que podem ser encontrados em alimentos ou medicamentos como o álcool ou o adoçante artificial aspartame.
Eixo hipotálamo-hipófise adrenal:
Vários estudos laboratoriais têm sugerido que o sistema nervoso central pode ter um papel importante na Síndrome da Fadiga Crônica. O estresse físico ou emocional, que é comumente relatado como uma condição pré-início em pacientes com Síndrome da Fadiga Crônica, altera a atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, ou eixo HPA, levando à liberação alterada de hormônio liberador de corticotropina (CRH), cortisol e outros hormônios. O hormônio liberador de corticotropina ajuda a regular o sistema imunológico e muitos outros sistemas orgânicos. Eles também podem afetar vários aspectos do humor, disposição e comportamento.
Estudos recentes revelaram que pacientes com a Síndrome da Fadiga Crônica, freqüentemente produzem níveis menores que o esperado do hormônio cortisol do que as pessoas sem a síndrome. Outras anormalidades hormonais semelhantes têm sido observadas em pacientes com a Síndrome da Fadiga Crônica e transtornos análogos como a fibromialgia com a qual alguns sintomas são compartilhados pela maioria dos pacientes. O cortisol tem um efeito inibitório sobre a inflamação ou seja , teoricamente níveis reduzidos de cortisol poderiam hiperativar os sistema imunológico. Entretanto, os níveis de cortisol alterados observado nos casos da Síndrome da Fadiga Crônica estão dentro do intervalo de normalidade ou seja dentro a distinção só pode ser feita através da média entre dois grupos com ou sem a Síndrome da Fadiga Crônica e apenas a média entre casos e controles permite a distinção a ser feita. Portanto, os níveis de cortisol (em condições normais) não pode ser usado como um marcador ou ferramenta diagnóstica para a Síndrome da Fadiga e a reposição do cortisol de maneira farmacológica não reverteu os sintomas nos estudos preliminares realizados.
Hipotensão neurogênica:
Uma síndrome chamada hipotensão neurogênica - neurally mediated hypotension - que causa hipotensão com aumento dos batimentos cardiacos e tontura, compartilha estes aspectos com um subgrupo de pacientes com a Síndrome da Fadiga Crônica. Muitos doentes sentem vertigens ou fadiga quando eles estão por períodos prolongados ou em lugares quentes, como em um chuveiro quente, mudanças de posição, depois de comer, quantidades incomuns ou ingestão inadequada de líquidos, ou um aumento na atividade física.
Tratamento da Síndrome da Fadiga Crônica:
O tratamento a síndrome da fadiga crônica pode ser tão complexo como a própria doença. Não há cura, nem medicamentos específicos para a doença e os sintomas variam consideravelmente ao longo do tempo. Esses fatores dificultam o processo de tratamento que deve ser feito de maneira individualizada com a ajuda de vários profissionais.
Deve-se instituir um programa de tratamento individualizado, baseado em uma avaliação por umaequipe de saúde.. Tal programa foca em uma combinação de medidas terapêuticas que tratam os sintomas o gerenciamento de atividades e técnicas de enfrentamento.
O alívio dos sintomas é o objetivo do tratamento primário.
Viver com a síndrome da fadiga crônica pode ser difícil e frustrante, assim como outras doenças crônicas. Pode haver um impacto significativo sobre a vida cotidiana, exigindo que os pacientes façam mudanças de estilo de vida para se adaptar a uma série de novas limitações.
Dificuldades comuns:
* Uma diminuição da resistência física que interfere com as atividades da vida diária
* Problemas de memória e concentração
* Perda da independência, o sustento e segurança econômica
* Alterações nas relações com a família e amigos
* Preocupações sobre criação de filhos
* Preocupações sobre o potencial impacto da diminuição da atividade sexual em relacionamentos íntimos
Sentimentos de raiva, culpa, ansiedade, isolamento e abandono são comuns em pacientes com a sindrome da fadiga crônica. Todos os fatores ser levados em consideração pela equipe para realização de um programa de reabilitação.
Opções de Tratamento:
Há muitos tipos diferentes de tratamento e ferramentas de gestão disponíveis para Síndrome de Fadiga Crônica. Estes incluem:
* Psicoterapia
* Terapia de esforço progressivo
* O tratamento sintomático
* Terapia farmacológica
* Higiene do sono
* Tratamento da Dor
* Tratamento Instabilidade ortostática
* Antidepressivos
Links Úteis:
Chonic Fadigue Syndrome – Site com muitas informações importantes sobre a Síndrome da fadiga Crônica
CFS Research Reviews - Instituição britânica de investigação para o diagnóstico e tratamentos da Síndrome da fadiga Crônica. Fornece uma lista de projetos em curso e artigos publicados.
CFSResearch - Uma coleção de artigos médicos sobre diagnóstico, possíveis causas e tratamentos da Síndrome da fadiga Crônica.
ME International - Definição clínica e protocolos de diagnóstico e tratamento da Síndrome da fadiga Crônica.
PRIME - Parceria para a Investigação da Síndrome da fadiga Crônica Fornece um banco de experiências de pacientes.
The CFS Report - Notícias e comentários para a Comunidade da Síndrome da fadiga Crônica. Coberturas recentes, artigos de pesquisa e novidades.
Whittemore Peterson Institute for Neuro-Immune Disease - Publicado o estudo inicial de um novo retrovírus XMRV possivelmente envolvido na Síndrome da fadiga Crônica. Fornece informações sobre o programa de investigação que encontra-se em curso, os ensaios clínicos, e demais recursos para os paciente.
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