Informações sobre a Natureza e o Tratamento da Dor Menstrual – Dismenorreia.
(Equipe animaVita, Lago Sul, Brasília, Distrito Federal)
Dismenorréia (dor menstrual)
Dismenorréia é o nome dado clinicamente à dor ou cólica que ocorre durante a menstruação.
A dor menstrual ocorre em 71,6 % das mulheres com idade entre 18 e 35 anos, com maior freqüência nos dois primeiros dias do ciclo, e pode trazer outros sintomas conjuntos como náuseas, vômito, dor de cabeça, dores nas mamas, e indisposição depressiva.
De acordo com a intensidade dos sintomas, é também uma causa freqüente de absenteísmo no trabalho e má qualidade de vida em mulheres.
Durante a menstruação, as mulheres com dismenorréia geralmente apresentam um aumento na contratilidade uterina e uma elevação do tônus basal. A dor é geralmente descrita como maçante e contínua e sua intensidade varia consideravelmente. A duração média é de 2 dias.
Mecanismo da dor menstrual
No ciclo menstrual, o organismo feminino produz as chamadas prostaglandinas. Estas substâncias são secretadas pelo epitélio uterino e afetam a musculatura lisa do útero, ajudando na descamação do próprio epitélio durante a menstruação e induzindo as contrações uterinas, que são reconhecidas como cólicas.
A ocorrência e a gravidade das cólicas menstruais são também influenciadas por fatores potencialmente modificáveis como: alimentação, peso, tabagismo, stress e consumo de álcool. Por isso, adotar um estilo de vida mais saudável ajuda no alívio dos sintomas.
Dessa forma, a redução da ingestão de sal, de cafeína e de açúcar na dieta, especialmente na semana anterior à menstruação, freqüentemente proporciona o alívio, assim como o exercício moderado e o repouso suficiente.
Para algumas mulheres, os distúrbios menstruais podem ter origem em problemas psíquicos e preocupações que devem ser também ser tratados.
TRATAMENTO
A dismenorréia está dividida em duas categorias:
A dismenorréia primária é caracterizada por cólicas nos ciclos menstruais normais, sem associação com problemas mais sérios.
Tende a cessar ou diminuir após a gravidez ou com a idade. Está associada ao aumento da produção de prostaglandinas, gerando cólica, náuseas, vômitos, diarréia, fadiga, nervosismo, cefaléia.
A dismenorréia secundária está associada a problemas como malformações uterinas, endometriose, miomas, uso de dispositivo intra-uterino (DIU).
O primeiro passo para se chegar ao tratamento da dismenorréia é um exame pélvico minucioso para excluir qualquer condição médica que não seja a dismenorréia e que pode causar dor pélvica.
Seguindo estas indicações, um médico pode tratar dos sintomas, escolhendo o medicamento com a melhor relação de risco-benefício.
O uso de medicamentos a base de AINEs (antiinflamatórios não-esteróides) que inibem a síntese de prostaglandinas e contraceptivos orais (que inibem a ovulação e reduzem a produção de prostaglandinas) em combinação é o tratamento geralmente usado para a dismenorréia; ambos agem reduzindo a atividade do miométrio (contrações uterinas).
O conselho geral para as mulheres que buscam o alívio é o de procurar avaliação e orientação médica se os sintomas persistirem mesmo com o uso de preparados de venda livre ou caseiros.
Converse com o seu médico sobre o uso dos AINEs (antiinflamatórios não-esteróides) no tratamento da dismenorréia.
Dor menstrual


