COLINA:
Por Equipe AnimaVita Brasília
Marlene Carvalho Nutricionista – CRN-DF 812
A Colina é um nutriente importante para o funcionamento adequado das células e está presente em grande quantidade na gema de ovo, fígado e lecitina de soja. Outros alimentos fontes de colina embora com teores mais modestos é o feijão, soja, amendoim e leite.
É essencial durante o desenvolvimento fetal influenciando na formação do cérebro, da coluna vertebral , importantíssima na memória futura e cognição, enquanto que o déficit leva a uma diminuição da memória e dificuldade de aprendizado por um longo período.
A oferta adequada de colina ao bebê nos primeiros dias de vida otimiza a função cerebral ao longo da vida sendo a principal fonte no pós natal imediato o leite materno. Por isso é importante que a mãe tenha uma alta ingestão desse nutriente para que não haja déficit para o bebê, pois geralmente na gravidez e na lactação a reserva materna encontra-se diminuída devido ao aumento da demanda para o feto e para o leite materno respectivamente.
O consumo diário de alimentos ricos em colina pode minimizar a perda de memória relacionada com o envelhecimento.
Além disso, a colina é precursora do neurotransmissor acetilcolina importante para a transmissão nervosa cerebral, cardíaca, muscular, trato gastro intestinal e adrenais. Auxilia também na regulação biliar, controla o depósito de gordura no fígado e faz parte do metabolismo do colesterol.
Junto com outros nutrientes controla os níveis de homocisteina , um aminoácido que em excesso no sangue aumenta o risco de formação de coágulos e depósito de gordura nas artérias, podendo ocasionar posteriormente infarto e AVC (acidente vascular cerebral).
Estudos demonstraram que uma dieta adequada em colina foi capaz de diminuir marcadores de inflamação como PCR( proteína C reativa) e IL6 ( interleucina 6), mostrando que o consumo de ovo por dia preparado de forma adequada , além de reduzir a inflamação não aumentou o LDL – colesterol.
Na pré menopausa a deficiência de colina pode ocorrer com maior frequência devido alterações hormonais, sendo importante aumentar o consumo de alimentos fontes ou suplementar nesse período .
O ovo foi considerado durante muitos anos, como um dos responsáveis pelo aumento do colesterol, mas hoje, sabe-se que o ovo preparado adequadamente e levando em consideração as necessidades dietéticas de cada indivíduo e o seu estilo de vida é permitido ingerir 01 unidade por dia sem aumentar o percentual de doenças cardiovasculares.
Caso não seja recomendado a ingestão de ovo ou fígado que são os alimentos mais ricos em colina, pode-se ingerir lecitina de soja ou suplementar com fosfatidilcolina para manter os níveis adequados no organismo.
A recomendação diária de colina pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos é de 425 mg para mulheres, 550 mg para homens, 450 mg para gestante e 550 mg no período de lactação.
Marlene Carvalho Nutricionista – CRN-DF 812
Equipe AnimaVita - Brasilia
Para uma avaliação da ingestão de colina, recomendação ou suplementação consulte o seu nutricionista, pois as necessidades variam de acordo com o individuo e estado fisiológico.


