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A Terapia além das células-tronco
07/08/2008 Terapia genética elimina o câncer do pâncreas Combinação de proteína e álcool matou células do tumor e impediu a progressão da doença. Se ainda estivesse vivo, talvez Luciano Pavarotti ganhasse ânimo para lutar contra o câncer do pâncreas. Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos e da Rússia acaba de descobrir um tratamento capaz de combater a doença que calou para sempre o tenor italiano de 71 anos, em 6 de setembro do ano passado. Os especialistas da Virginia Commonwealth University publicaram um artigo na revista científica Molecular Cancer Therapeutics, no qual relatam como a terapia genética de quimioprevenção (CGT, pela sigla em inglês) foi eficiente ao matar células cancerígenas humanas - altamente letais e agressivas - em ratos. A técnica inovadora baseou-se na combinação do álcool perílico, um medicamento usado na quimioterapia, com uma citocina (proteína) codificada pelos genes. Secretadas na corrente sangüínea, as citocinas combatem o câncer em locais distantes do corpo, incluindo as metástases. Paul B. Fisher, autor do estudo, usou a citoquina de nome interleuquina-24 associada ao gene 7 de diferenciação do melanoma (mda-7/IL-24). Aliada ao álcool perílico, essa substância não apenas impediu a progressão do câncer, como efetivamente matou tumores já estabelecidos e exibiu profunda atividade terapêutica e quimiopreventiva. O avanço científico pode ajudar a reduzir a letalidade da doença, responsável por 4% das mortes por câncer no Distrito Federal entre 1995 e 1999, de acordo com o último levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A facilidade de obtenção do álcool perílico torna a descoberta ainda mais animadora: a substância pode ser extraída de plantas cítricas e tem sido bem tolerada por pacientes. "Nossa hipótese era de que certos agentes dietéticos atóxicos tinham a habilidade de promover tipos de oxigênio reativo que rompessem a resistência da célula do câncer pancreático à terapia, após a administração do mda-7/IL-24", declarou Fisher. "Estamos muito excitados com o prospecto dessa terapia genética como um meio de prevenir e tratar o câncer pancreático, e seu potencial importante para se mover rapidamente aos testes clínicos", acrescentou. Carlos Gropen Jr. - consultor de saúde do Correio Braziliense e professor da Faculdade de Medicina da UnB - sublinha a importância do estudo. "Muitas vezes temos de dar o diagnóstico e prognosticar uma expectativa de vida de 4 a 6 meses nos casos avançados de câncer pancreático", lembrou. "Uma pesquisa promissora como essa nos dá esperança para uma doença que não responde bem a praticamente nenhum tipo de tratamento, seja quimioterapia ou radioterapia", disse. Vitamina C Outra pesquisa divulgada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas) revela como altas doses de vitamina C reduziram o tamanho de tumores e retardaram em 50% a progressão dos tumores de cérebro, ovário e pâncreas. "Os cientistas descobriram que altas concentrações de ascorbato (componente principal da vitamina C) tinham efeitos anticâncer em 75% de todas as linhas de células cancerígenas testadas, enquanto poupavam as células normais", afirma o artigo. Fonte: Correio Braziliense

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