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VERTIGENS E TONTURAS:

 

 

 

O equilíbrio corporal é fundamental para o relacionamento espacial do homem com o ambiente. É uma complexa internação entre o sensorial e o motor que nos previne de quedas no solo, por exemplo, quando o corpo se mantém ereto dentro de um ônibus em movimento. Quando ocorrem alterações visuais, proprioceptivas ou vestibulares, surgem alterações que caracterizam o desequilíbrio. Se a alteração é de origem vestibular, ocorrem sintomas, que entre outros, a tontura é a mais freqüente e afeta a qualidade de vida do indivíduo.

 

 

Diversas estruturas estão envolvidas na manutenção do equilíbrio. O sistema vestibular humano é constituído por três componentes fundamentais: um sistema sensorial periférico, um processador central e um mecanismo de resposta motora. O labirinto, também conhecido como ouvido interno, apresenta funções de equilíbrio e audição sendo estritamente necessário para manutenção do equilíbrio do nosso corpo, juntamente com a visão,e os sensores de movimentos localizados nas articulações, músculos e tendões informando o cérebro a todo o instante se estamos parados, andando, caindo, inclinando e até mesmo girando.

 

 

O tratamento dos pacientes com disfunções vestibulares é um problema alarmante. Os problemas relacionados à tontura e ao equilíbrio são responsáveis por 5 a 10 % de todas as consultas médicas e afetam 40% das pessoas com mais de 40 anos. É o primeiro motivo de consulta médica em pacientes com mais de 65 anos. Mais de 95% das vertigens tem origem no labirinto.

 

Uma das dificuldades de tratar estes pacientes é que o termo “tontura” é usado para descrever uma variedade de sensações, desde a vertigem, “cabeça dentro da água”, flutuação, afundamento, impressão de desvio do corpo para um dos lados, até o desequilíbrio e sensação de cabeça vazia. A tontura, portanto pode ser causada por diversos fatores, como por exemplo: interação com drogas, hipotensão ortostática, ansiedade e a perda proprioceptiva de membros inferiores.

 

 

As distinções entre as causas centrais ou periféricas das vertigens podem ser determinadas com base na história. A Vertigem periférica é o tipo mais comum de tontura, caracterizada por ilusão de movimento específica, geralmente severa, rotatória e associada a mudanças fisiológicas como perda ou diminuição auditiva, associada geralmente a sintomas autonômicos, como a náusea ou vômitos. Sempre indica um desequilíbrio dentro do sistema vestibular que pode ocorrer e agravar-se em certas posições corporais, como por exemplo: virar-se na cama ou apanhar um objeto no solo.

 

A vertigem de origem central é mais moderada e persistente. Ela geralmente é chamada de desequilíbrio, sempre com tendência a queda, e é associada a uma fraqueza generalizada das extremidades.

 

Os pacientes com tonturas, costumam apresentar sintomas de insegurança, medo, depressão, ansiedade, déficit de memória e atenção, aumento da sensibilidade a sons e aumento da pressão nos ouvidos.

 

 

 

  • QUAIS SÃO AS CAUSAS?

 

Existem mais de 300 quadros clínicos descritos em literatura. Abaixo temos os mais comuns:

 

Doença de Ménière: caracterizada pela hipertensão endolinfática, decorrente da absorção inadequada da endolinfa no ducto e saco endolinfático. Ela pode ter várias causas, sendo a metabólica a mais freqüente.

É unilateral na maioria dos pacientes, e começam entre os 20 e 60 anos de idade. A crise é caracterizada por sensação inicial de plenitude na orelha, seguida de uma característica tríade de crise rotatória-hipoacusia-zumbido, além de distúrbios vegetativos.

 

 

 

Doenças Cardiovasculares: déficit de irrigação do labirinto pode levar a sintomas de tontura.

 

 

 

Neurite Vestibular: Vestibulopatia unilateral é a segunda causa mais comum de vertigem. Por ser uma manifestação inflamatória do ramo vestibular do VIII nervo, a crise vertiginosa, totalmente periférica, não se acompanhará, desta vez de hipoacusia ou qualquer alteração auditiva. A etiologia é quase sempre viral.

 

 

Vertigem posicional paroxística benigna(VPPB)

 

È causada pelo acúmulo de cristais de carbonato de cálcio nos canais semicirculares, levando a sensação de vertigem principalmente durante os movimentos da cabeça. O tratamento é realizado através de manobras de posicionamento otolítico para redirecionamento dos cristais.

 

 

Presbivertigem

 

Da mesma forma que a surdez devida ao envelhecimento das células do órgão de corti se define como presbiacusia, alguns autores têm proposto o termo presbivertigem para aqueles transtornos do equilíbrio em idosos caracterizado pela degeneração das células ciliadas do labirinto posterior.

 

 

Labirintite

 

É uma inflamação do labirinto, subseqüente a uma otite média, caracterizada por vertigem intensa, manifestações neurovegetativas e perda auditiva do lado comprometido.

 

Neuroma do acústico

 

Tumor no VIII par craniano, que causa sintomas caracterizados por diminuição da audição e zumbido unilaterais, enquanto a vertigem não costuma ser claramente rotatória.

 

Vertigem Cervicogênica

 

Pode ocorrer por irritação do plexo vertebral simpático, com conseqüente constrição da artéria labiríntica e diminuição da perfusão do aparelho vestibular periférico. Também pode ocorrer devido a compressão do sistema vértebro basilar por osteófitos osteoartríticos em coluna cervical ou instabilidade atlanto occiptal.

 

Alterações metabólicas:

 

A diminuição do nível de açúcar no sangue pode provocar sintomas de tontura devido a falta de consumo energético pelo labirinto.

 

Enxaqueca ou Migrânea vestibular

 

Pacientes portadores de enxaqueca podem provocar sintomas de tontura

 

Alterações psicológicas

 

Podem provocar sintomas de tontura

 

 

 

  • COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

 

O diagnóstico é realizado através da história clínica e exame otoneurológico especializado.

Alguns exames podem auxiliar a definição da causa:

 

Vídeo-Frenzel: utilizado para diagnóstico de VPPB, indicando qual labirinto está alterado e também o canal semi circular comprometido.

 

Vectonistagmografia computadorizada: esse exame determina se a alteração está localizada ou não no labirinto, qual lado está comprometido, se é do sistema nervoso central ou periférico.

Audiometria completa: avalia a função auditiva e suas correlações com sintomas de tontura devido a proximidade entre o labirinto e o sistema auditivo.

 

 

  • COMO TRATAR?

 

O tratamento pode ser realizado através de:

 

Medicamentos

Exercícios de reabilitação vestibular

Manobras de reposicionamento otolítico

Dieta alimentar

Orientação do paciente quanto a doença, prognóstico, e programa de tratamento.

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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