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Pubalgia - Abordagem Multidisciplinar Featured

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 Osteíte púbica ou vulgarmente conhecida como pubalgia, caracteriza-se por uma síndrome inflamatória dolorosa, que envolve os ossos do púbis, sínfise e estruturas musculares de etiologia variada

 

Pubalgia - Abordagem Multidisciplinar

 

 

Osteíte púbica ou vulgarmente conhecida como pubalgia, caracteriza-se por uma síndrome inflamatória dolorosa, que envolve os ossos do púbis, sínfise e estruturas musculares de etiologia variada (1). Acomete em sua maioria atletas, jovens devido ao excesso de treinos, bem como movimentos repetitivos e compensatório durante a atividade física,

 

O quadro clínico pode ser agudo ou crônico, caracterizado por dor na região ingnopúbica, normalmente unilateral, com possível irradiação para a parte medial dacoxa até o joelho e também para os testículos(2).

 

 

 

 

 

 

A utilização excessiva da musculatura adutora pode ser uma das causas de desenvolvimento da pubalgia (3), porém estudos comprovam que há um déficit significativo de rotação interna e do quadril, além de uma deformidade da cabeça do fêmur, levando a movimentos compensatórios internos ou externos de um hemipelve sobre a outra (4).

 

Outros fatores que podem contribuir para o aparecimento da pubalgia são as alterações posturais como a hiperlordose lombar aumentando a tensão da sínfise púbica, e a dismetria dos membros inferiores, pois alteram a biomecânica da pelve.

 

O tratamento é multidisciplinar, onde o médico faz o diagnóstico clínico, prescreve a medicação especifica para diminuição do quadro álgico, o fisioterapeuta elabora um programa especifico para a reabilitação, que pode ser divido em fase aguda onde será utilizado eletroterapia; fase de reabilitação onde o paciente é submetido a uma série de alongamentos, fortalecimento dos grupos musculares, treinos proproceptivos e por ultimo a fase de retorno as atividades laborais. visando melhorar a biomecânica da pelve. (5)

 

A recuperação do alongamento dos músculos encurtados e o reforço dos tendões e pontos de inserção dos músculos envolvidos diretos ou indiretamente com o púbis é um também faz parte do tratamento. (6).

 

Prevenir se torna muito importante, visto que o tratamento pode durar de 3 a seis meses dependendo do grau de acometimento.

 

 

 Referências Bibliográficas:

 

1. MOUSSALLE, M.M.; MOSMANN, A.;MAZZOCHINI, D. et.al. Pubalgia no Esporte. In: XV CONGRESSO SUL-BRASILEIRO DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA - SULBRA, 15., Gramado. 2007. Disponível em: <http://www.ortopediars.com.br/content/eventosconteudo/sulbra2007/t49460.pdf>

2. McMurtry CT, Avioli LV. Osteitis pubis in an athlete. Calcif Tissue Int 1986;38:76-7.

3. Po F, Vannucci C, Bianco M, Calvosa G. La pubalgia da sport. Ital J Sports Traumatology 1989;11:47-55.

4. Williams JGP, Ed FRCS. Limitation of the hip joint movement as a factor in traumatic osteitis pubis. Br J Sports Med 1978;12:129-33.

5. LASMAR, Neylor P.; LASMAR, Rodrigo C. P.; CAMANHO, Gilberto L.. Medicina do esporte. Rio de Janeiro: Revinter, 2002.

6. BUSQUET, Leopold. A pubalgia. Lisboa : Europress, 1985.

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