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Síndrome do Tunel do Carpo

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Síndrome do Tunel do Carpo AnimaVita Brasília

O que é Síndrome do Túnel do carpo?

A Síndrome do túnel do carpo caracteriza-se pela compressão do nervo mediano ao nível do punho. Estudos recentes demonstram a possibilidade do uso de Terapia de Ondas de Choque ou Ortotripsia como um novo recurso terapêutico.

 

Síndrome do Túnel do Carpo:

 

O que é?

 

O túnel do carpo está situado na face anterior do punho. É formado por uma estrutura osteoligamentar. As paredes posterior e lateral são formadas pelos ossos do carpo, as paredes medial e lateral pelo retináculo dos flexores ou ligamento transverso profundo. O nervo mediano, em virtude de sua situação anatômica, torna-se muito vulnerável à compressão. A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia de maior incidência no membro superior com compressão do nervo mediano no interior do túnel do carpo. Essa alteração neuromuscular tem atingido um número de pessoas cada vez maior, principalmente trabalhadores que desempenham atividades de intensa movimentação do punho. Estes são predominantes: sexo feminino, obesidade, idade acima de 30 anos, atividade motora repetitiva (correlação não completamente estabelecida) e algumas patologias sistêmicas, ainda que a compressão desse nervo possa ocorrer também em seu trajeto pelo antebraço (síndrome do nervo interósseo anterior, ramo motor do mediano e síndrome do pronator teres) . O diagnóstico preciso é difícil e consiste em exame físico, em que são avaliados os sinais e sintomas, e teste eletroneuromiográfico (ENMG). O critério ENMG é baseado na demonstração de redução ou bloqueio da condução nervosa.

 

 

Causas:

 

Entre as causas clínicas podem ser encontradas alterações que justificam o aumento de volume das estruturas presentes no interior do túnel do carpo, o qual é responsável pela compressão nervosa.

 

Além dos aspectos abordados, a STC pode ser classificada como ocupacional quando o trabalho é considerado um fator de risco principalmente em trabalhadores que executam movimentos repetitivos. Uma interação entre dois ou mais desses fatores podem levar ao desenvolvimento da STC. O processo de instalação da STC por trabalho repetitivo pode ocorrer em decorrência de lesões agudas e crônicas no sistema musculoesquelético. A lesão aguda pode ser traumática ou por instalação de fadiga muscular, que ocorre quando o nível de força aplicada é baixo, mas considerado acima da capacidade adaptativa do sistema muscular. As lesões crônicas são consequências de sobrecargas musculoesqueléticas a longo prazo. Posturas estáticas e atividade muscular sustentada têm sido referidas como as mais importantes contribuições entre usuários de computadores, em razão do fato de as atividades exercidas não estarem relacionadas a cargas pesadas, mas com cargas leves ou moderadas, porém repetitivas.

 

Afecções envolvendo o punho (artrite reumatóide, esclerodermia, dermatopolimiosite, espondiloartropatias associadas ao HLA-B27, polimialgia reumática, artrite hemofílica, hipertrofias ósseas etc.).
Gravidez (cerca de 25% dos casos, principalmente naqueles com pré-eclâmpsia, hipertensão e edema, na maioria das vezes começando no terceiro trimestre). No período de aleitamento, a síndrome pode ocorrer em virtude da constante necessidade da mãe segurar a criança com as mãos fletidas
Diabetes mellitus (pode ocorrer como verdadeira neuropatia de compressão, polineuropatia ou como parte da "mão diabética").

 

 

 

Quadro Clínico:

 

 

É mais comum em mulheres após a quarta década de vida, apesar de, excepcionalmente, poder ocorrer em crianças. Pode ser bilateral.
O quadro clínico mais típico se caracteriza por dor noturna em queimação, acompanhada de parestesia nos dedos de inervação sensitiva do mediano (primeiro, segundo e terceiro e metade lateral do quarto), e atrofia tênar sendo que a dor pode aliviar-se com o transcorrer do dia, como consequência da atividade da mão.
Pode haver sensação de inchação da mão sem que na realidade ela exista.
Muito precocemente, há formigamento na polpa do dedo médio que, posteriormente, atinge o indicador e o polegar.
São comuns, a sensação de frieza e a sudorese das extremidades, pela participação do importante componente simpático contido no nervo mediano.

 

Como conseqüência, têm-se limitação de atividade e incapacidade para o trabalho. A distribuição da dor e da parestesia manifesta-se na região inervada pelo nervo mediano. Os sintomas em regiões mais proximais provavelmente estão relacionados ao fato de a compressão mecânica afetar o nervo mediano distalmente e proximalmente muscular bilaterais são indicados na avaliação. A hipotrofia tênar é característica das compressões crônicas. Nota-se, nesses casos, redução das forças de preensão palmar e de pinça polegar-indicador. Dentre as alterações motoras, ocorrem mudanças na propriocepção, redução da força muscular e perda do equilíbrio da relação agonista/antagonista. Essas alterações estão justificadas em casos crônicos, nos quais outras estruturas estão envolvidas.

 

 

 

Tratamento:

 

O tratamento proposto para STC é dividido em conservador e cirúrgico. O tratamento cirúrgico é a opção se falhar o conservador. Por exemplo, na STC que acompanha a gravidez, o esperado é que ela desapareça no pós-parto, a curto ou médio prazo. O tratamento clínico dos casos idiopáticos com sintomas exuberantes é, geralmente, pouco compensador, as STC idiopáticas com sintomatologia significativa não devem ter a indicação cirúrgica demoradamente postergada, sob pena de se agravarem progressivamente, com todas as más conseqüências resultantes. O tratamento conservador consiste em fisioterapia e uso de medicamentos.

 

Durante a fisioterapia são realizadas cinesioterapia e eletroterapia, além de prescrição de órteses pelo médico. Todas essas medidas devem estar associadas a mudanças nas atividades de vida diária, bem como daquelas realizadas no ambiente de trabalho.

Estudos recentes indicam bons resultados da ortotripsia ou ondas de choque no tratamento da síndrome do Tunel do carpo.

 

 

Referências bibliográficas:

 

 

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